No Brasil, o câncer de próstata é uma das principais causas de morte por câncer entre os homens. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) indicam que milhares de homens perdem a vida todos os anos em decorrência da doença, que representa cerca de um terço dos cânceres masculinos, excluindo os tumores de pele não melanoma.
Apesar de não ser possível evitar completamente o surgimento da doença, o diagnóstico precoce é decisivo para reduzir a mortalidade, aumentando significativamente as chances de cura. Ainda assim, muitos mitos dificultam a procura pelo acompanhamento médico adequado.
A seguir, esclarecemos os principais pontos que geram dúvidas entre os pacientes:
O câncer de próstata é uma doença exclusiva de idosos
Mito. Embora o risco aumente após os 50 anos, uma parcela relevante dos diagnósticos ocorre em homens mais jovens. A doença é incomum antes dos 40 anos, mas não deve ser descartada apenas pela idade.
PSA elevado significa câncer de próstata
Mito. O PSA pode se alterar por diversas condições benignas, como hiperplasia prostática benigna, inflamações da próstata ou até após estímulos locais. Por isso, o PSA deve sempre ser interpretado junto com a avaliação clínica e o exame físico, incluindo o toque retal.
PSA normal exclui câncer de próstata
Mito. Uma parte dos homens com câncer de próstata apresenta níveis normais de PSA. Esse fato reforça a importância do exame clínico e do acompanhamento regular com o urologista.
Histórico familiar aumenta o risco
Verdade. Homens com parentes de primeiro grau diagnosticados com câncer de próstata têm risco significativamente maior. Quanto mais familiares acometidos, maior é a chance de desenvolvimento da doença. Nesses casos, a avaliação urológica deve começar mais cedo.
Todo câncer de próstata precisa de tratamento imediato
Mito. Nem todos os tumores exigem intervenção imediata. Em casos selecionados, especialmente de tumores de baixo risco, pode-se optar pela vigilância ativa, com acompanhamento rigoroso e tratamento apenas se houver progressão da doença.
O câncer de próstata sempre causa sintomas
Mito. Nas fases iniciais, quando as chances de cura são mais elevadas, o câncer geralmente não provoca sintomas. Alterações urinárias costumam estar relacionadas ao crescimento benigno da próstata, e não necessariamente ao câncer.
Homens negros têm maior risco
Verdade. Estudos demonstram que homens negros apresentam maior incidência e maior taxa de mortalidade por câncer de próstata, o que exige atenção especial ao rastreamento nessa população.
Reposição de testosterona causa câncer de próstata
Mito. As evidências atuais mostram que a terapia de reposição hormonal, quando bem indicada e acompanhada, não aumenta o risco de desenvolver câncer de próstata. No entanto, homens com câncer ativo não tratado não devem receber esse tipo de terapia sem avaliação médica criteriosa.
Sedentarismo e obesidade influenciam o risco
Verdade. O excesso de peso e a falta de atividade física estão associados a alterações metabólicas que podem favorecer o desenvolvimento do câncer de próstata.
A atividade física ajuda na prevenção
Verdade. A prática regular de exercícios físicos tem efeito protetor, contribui para o equilíbrio metabólico e pode reduzir o risco de desenvolvimento e progressão da doença.
Manter consultas regulares com o urologista é fundamental, especialmente a partir dos 50 anos ou antes, em casos de histórico familiar ou outros fatores de risco. O acompanhamento adequado permite identificar alterações precocemente e escolher a melhor conduta para cada paciente.
Dr. Marco Túlio Cruvinel Urologista
CRM-GO 8910 / RQE 5352
- Urologista em Goiânia;
- Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU);
- Membro Internacional da Associação Americana de Urologia (AUA);
- Pós-Graduação em Cirurgia Robótica em Urologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein.

